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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Segura- 14° Capítulo



Romance antes das férias



Eu respirei fundo antes de entrar na sala de aula. Eu não tinha ido a escola havia muito tempo e agora eu chegaria atrasada. O Sr. Castro estava explicando uma matéria que eu sabia de letra. Futura bióloga tinha que saber as coisas de letra. Eu bati na porta ele me olhou como um olhar de reprovação pelo o meu atraso e me disse para entrar. Eu fui até a minha classe fitando o chão, e fiz de meu cabelo uma parede para não ter que olhar para Pedro. O sinal bate depois de quarenta e cinco minutos ouvindo o Sr. Castro com mesma voz de sempre.
Meg e Valentina vieram correndo em minha direção e pude ver Pedro colocando a mochila nas costas e me olhar. Meg e Valentina me tiraram a atenção dele e começar a tagarelar sem parar. Primeiro elas começaram a falar do desaparecimento da Lisa e depois sobre Matt e Victor. Só pude notar o que elas queriam-me dizer quando estava na metade da aula de matemática. Elas estavam namorando.
Eu fiquei feliz, mas por outro lado eu fiquei triste, porque eu ficaria sozinha de algum modo. As aulas ficaram chatas. Até mesmo a hora do almoço. As meninas ficaram na mesma mesa que Matt e Victor. Eu me isolei em uma mesa que ficava num canto do refeitório. Eu fiquei sem tocar na comida, eu fiquei pensando. Até ouvir uma voz melodiosa.
Ele olhava-me como se estivesse implorando. Eu não era uma pessoa má e sei que de algum jeito nos iriamos ter que conversar, já que teríamos que fazer um trabalho de sociologia juntos. “Maldito professor de sociologia”pensei eu na hora que foram escolhidos as duplas. Eu assenti para ele que se sentou na minha frente. Meg e Valentina viram de longe e se entreolharam porque elas sabiam o que havia acontecido com nós dois naquela noite. Ele ficou me olhando como se esperasse que eu falasse algo, mas eu sabia que não era sobre o trabalho e foi sobre o que eu falei:
-Sobre o que vamos falar do trabalho? – perguntei e ele deu um suspiro de decepção.
-Hã... Eu não sei. Sobre o que você quer falar? – ele estava tímido ou era impressão minha.
-Eu não sei, mas vou pesquisar e eu te aviso. – ele assentiu com a cabeça. Eu dei um sorriso torto e me levantei não queria ficar perto dele quando o assunto não fosse trabalhos.
Eu fui direto para a biblioteca, querendo algum livro que eu podia ler e ver já alguns livros de sociologia para tentar encontrara algum assunto interessante. Eu olhei para um série de livros da Sarah Shepard, uma série que foi também parar na tevê. A série Pretty Little Liars. Eu não conhecia muito bem. Eu chamei Alice que estava bem próxima. Ela estava com o rosto inchado porque chorara, devido ao desaparecimento de Lisa que ainda não foi solucionado. Ela veio com um olhar que mataria qualquer um:
- O que você quer? – perguntou ela ríspida.
-Você conhece essa série?
-Conheço por quê?
-Poderia me dar um mini resumo sobre esta série?
-Por que eu te ajudaria?
-Por favor.
-Quatro garotas são assombradas por uma pessoa que manda mensagens com o nome de A, dizendo que ira revelar seus maiores segredos. E elas tentam saber quem é a A. Satisfeita?
-Obrigada. – Eu lembro de estar correndo em busca de Valentina e Meg.
Elas estavam na frente de seus armários com Matt e Victor. Eu puxei as duas que estavam me olhando com os olhos arregalados. Eu as puxei até o banheiro das meninas e delça saíram umas três garotas. Incluindo Mariah que estava chorando. Será que Lisa era tão importante assim para elas? Por que ela não aparece que nem ela havia feito antes:
-O que houve Lola? – perguntou Meg. Quando eu as soltei no banheiro e fui em busca se tinha alguém lá.
-Descobri algo sobre a pessoa que fica nos mandando as mensagens. – Elas agora estavam interessadas.
-E o que é? – perguntou Valentina.
-Essa pessoa está fazendo a mesma coisa que em uma série de livros. Como se esta pessoa queria fazer aquilo, só que ela não tinha as pessoas certas.
-OK. Mas o que isso tem a ver com a morte da Victoria?
-No inicio da série a abelha rainha delas foi assassinada por esta pessoa a quem se declara ser A. isso é pelo menos o que eu acho.
-Você acha? – Meg falou com os olhos castanhos esverdeados com lágrimas. – o que acha que nos temos que fazer agora?
-Fazer como elas fizeram nos livros. Ir em busca da A. Já que a pessoa que nos manda as mensagens não tem nome.




Eu chego em casa e dou de cara com Carl na sala de minha casa. No momento eu não sabia se ficava com medo ou apavorada, mas ele estava sentado no meu sofá que ficava na frente da minha lareira e com um olhar que diria como ele se sentia. Com ódio. Eu caminho em direção a ele, e descubro que minha mãe não estava em casa. E sim, agora eu estava com medo. Medo de um cara que por minha culpa perdeu a namorada e que agora poderia muito bem querer me matar. Mas ele estava tão bem comigo um dia desses. E ainda conversamos sobre a Leona e do porque ela não ter contado a ele sobre mim. Uma coisa que eu não sabia bem ao certo. Minha irmã nunca gostou de dar informações sobre a nossa família.
O perfume que ele usava dava-se para sentir de longe assim como ver o cabelo escuro que precisava de um cabelereiro. A camiseta roxa e a bermuda jeans o deixavam mais bonito do que eu já tinha visto. Ele se virou para mim e eu olhei para um dos lados a procura de uma saída. Ele fez menção de correr atrás de mim e eu corri sem parar pela casa. Até ser pega.
Ele me colocou contra a parede e pude dar um gemido de dor quando a minha cabeça bateu com a parede. Ele ria enquanto via a dor que subia em meu rosto. Ele me atirou no sofá e quando ele foi subir em cima de mim, lhe dei um chute entre as pernas. Eu saio correndo pelos fundos de casa a procura de alguém. Até que me lembrei de alguém:
-PEDRO... SOCORRO... PEDROO. – lembro-me de gritar o seu nome sem parar, antes de ser jogada para longe por Carl.
-O que pensa que esta fazendo? – perguntou ele furioso.
-O que você esta fazendo na minha casa?
-Só quero conversar, sobre a Leona.
-Acha que se me machucar, vai machucar ela.
-Você foi a culpada pela nossa separação não lembra.
Se eu pudesse eu rezaria para que nada acontecesse para mim. Mas a única coisa que eu fiz foi fechar os olhos. Até ouvir a voz grossa de um homem.
-Saia de perto da moça e ponha as mãos onde eu possa ver. - escutei o Sr. Damon falar. E atrás dele Pedro.
Quando Carl se afastou ele veio diretamente a mim. Seus olhos estavam demonstrando carinho. Minha cabeça latejava por causa da batida, mas eu ainda pude o ouvir dizer. “Eu não vou deixar nada acontecer com você”. Eu sorri quando o ouvi.
Depois disso o Sr. Damon levou Carl para a delegacia e lá dizem que ele ficou preso.


Duas semanas haviam se passado e minha amizade com Pedro aumentava cada dia, quando ele vinha em casa para fazer trabalhos da escola. Até que ele um dia me levou para o parque que tinha no centro da cidade. Eu estava com o cabelo amarrado em um rabo de cavalo e de óculos. O vestido amarelo e as sapatilhas pretas que me lembravam de Lisa, me deixavam com um ar de criança. Enquanto Pedro usava camiseta e bermuda pretas e seu Nike branco. Ele estava radiante naquele dia e eu estava com um olhar de triste já que o corpo de Lisa fora encontrado havia dois dias.
O corpo foi encontrado numa casa abandonada. Ele estava do jeito que Pedro havia dito e do jeito que eu havia visto. Os pais e amigos haviam ido ao funeral dela. Apenas eu, Meg e Valentina que não fomos ao funeral. O bom era que eu não havia recebido nenhuma mensagem, o que me fazia pensar que era Carl e depois que ele foi preso eu nunca mais recebi.
Eu me sentei num dos bancos que tinham a aparência de velho com uma pintura verde que estava se descascando. Pedro se sentou ao meu lado e estava respirando muito rápido. Eu perguntei se tinha algo errado. Ele apenas me disse que era com ele:
-O que é então? – perguntei curiosa.
- Hã... – adorava quando ele fazia isso. – Vou ser direto.
- Tá.
-Quer namorar comigo? – eu sabia que eu não podia aceitar. Eu fiz que não com a cabeça. Seu olhar mudou com a minha negação, o que o deixou triste. – Por que não?
-Por que... Hã... É complicado. – Ele era a pessoa que poderia ter matado Victoria, ele havia me perguntado sobre a camiseta do time de hóquei e ela havia sido encontrada onde Victoria havia sido assassinada. Eu me levantei e sai correndo sem mesmo olhar para trás.


Durante o meu percurso, eu encontrei alguém que eu não era muito fã, muito menos conhecia direito. Ele estava com uma camiseta xadrez marrom com branco e calça jeans negra e os óculos de tartaruga o deixavam com o rosto de um NERD. Eu me aproximei com os olhos cheios de lágrimas, por causa do não que dei a Pedro quando tudo que eu queria era dizer que sim.
Ele me viu se aproximando e me deu lugar o seu lado:
-O que você quer? – Perguntou Edmundo com o rosto vermelho.
-Saber por que esta triste. – falei triste. Ele me olhou como se não confiasse em mim. Mas logo cedeu.
- Eu sinto falta... Da vadia da Victoria. – sua voz saiu com raiva.
-Eu também sinto. – eu consegui tirar um sorriso de seu rosto e pude ver um aparelho na cor verde.
-Ela nunca tinha sido daquele jeito comigo, Ela sempre foi doce, linda, carinhosa e romântica. Ela nunca havia me tratado daquela maneira.
-O que foi que a tomou para fazer aquilo?
-Eu não sei.
Seu olhar caiu por sobre a tarde que caia lentamente. Eu adorava ver o pôr de sol, principalmente quando se estava chegando o verão. Lembro-me de Meg, Valentina, Victoria e eu brincando naquela mesma praça enquanto a noite surgia. Brincando de varias coisas até nossos pais virem nos buscar e irmos para casa contar tudo que havíamos feito durante o dia inteiro.
-Lola, posso te contar uma coisa que eu vi? – Edmundo perguntou tirando-me dos meus pensamentos.
-Claro. – eu sempre fui curiosa.
-Eu sempre quis ser seu amigo.
-Obrigado, Edmundo por ter me contado isso. E agora somo amigos. –Eu o beijei no rosto. Mas eu não havia percebido que Pedro havia visto o beijo.


Minha mãe estava fazendo a janta. Ei dou um oi mudo a ela que retribui com um sorriso e volta a fazer o jantar. Eu subo até o meu quarto e pego o diário que minha mãe me deu que eu havia colocado atrás de um dos meus bichos de pelúcia. Eu pego uma caneta preta e escrevo em meu diário:


Querido diário


Tudo que eu havia preparado hoje, foi por agua a baixo. Pedro me pediu em namoro, mas eu recusei por causa das provas encontradas pela policia e que uma delas era uma camiseta que ele mesmo havia perdido. Meu coração sempre fica acelerado quando estou perto dele. Diferente de quando eu havia ficado quando eu era apaixonada por Will e que hoje deve estar em outro planeta. Tudo que eu queria era dizer “sim”, mas meus lábios disseram ao contrario. Eu acho que amo Pedro, por ele ser atencioso, carinhoso, seguro e forte não apenas fisicamente.


-Sua mãe disse que eu podia entrar. – A voz melodiosa falou. Eu o vi pelo canto dos olhos. Eu não queria que visse o que eu havia escrito no diário. Mas eu acho que ele tinha que saber.
-Entre então.
-Podemos conversar. – eu assenti e ele se sentou na beira da minha cama. – Lola se você gosta de outra pessoa, você deveria ter me contado.
-O que?
-Eu vi você beijando um outro garoto. – ele falou com a cabeça baixa o que me fez rir. Ele estava com ciúme.
-Edmundo é um amigo. – Eu peguei o meu diário, eu sabia que não podia mostrara tudo aquilo que estava escrito nele para Pedro, mas ele tinha que saber o que eu havia escrito para ele durante todas aquelas semanas, desde que eu ganhei o diário. Até que chegou na hora em que ele leu o que eu havia escrito antes dele chegar.
-Por que acha que eu mataria a sua amiga?
-Eu... – eu fiquei de boca aberta porque eu pensei que ele falaria do que eu havia escrito sobre ele, sobre nós. – Por causa da sua camiseta desaparecida.
-Minha mãe a achou nas roupas de minha irmãs.
-Por que ela era tão importante para você?
-Por que, foi o meu irmão que havia me dado. – ele estava triste desta vez.
-O que houve?
Ele me contou tudo, desde que seu irmão morreu até a parte em que eu comecei a chorar. Eu sabia como era perder alguém que era próximo, alguém que era de extrema importância. Ele me abraçou forte e eu deixei. Pude ouvir os batimentos de seu coração que estavam muito rápidos. Os meus também estavam. Eu podia sentir que nossos corpos eram um só quando estavam juntos e era assim que eu queria, sermos um só. Nada podia nos separar. Nem mesmo mensagens de uma pessoas que não me conhecia bem.
Ele me afastou e ficou de cabeça baixa. Eu sabia que ele queria me contar mais alguma coisa mais que não sabia o que era. Meu coração começou a acelerar mais rápido do que já estava quando ele disse:
-Lola, eu usei drogas quando o meu irmão morreu.
Eu sabia que ele não usava mais, por que eu via como era o seu comportamento e sabia como era o comportamento de alguém drogado. Ele se levantou da minha cama e eu fiz o mesmo. Meus olhos estavam diretamente nele. Eu estava procurando algo nele que nem mesmo ele sabia o que era. Só eu sabia o que era. Compaixão.
-Você não usa mais? – Ele fez sinal que não usava. Eu estava aliviada agora.
-Eu não sei como você consegue me amar. – então ele sabia.
-Eu amo quem você é.
-E quem eu sou?
-Um garoto inteligente, carinhoso, amoroso. – cada palavra eu me aproximava dele.- Diferente, lindo. – nós dois sorrimos. - e é o garoto mais sincero que eu já conheci. – neste momento nossos lábios se colaram.


By: Paola Araújo

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