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sábado, 19 de maio de 2012

Segura - 8° Capítulo



                                    Memorias de Pedro (parte 2)






Faça de tudo, mas beije-a, deixe que ela se se apaixone por você.

Era o que a mensagem mandava-me fazer naquela manhã. Mas como eu vou fazer uma garota que eu mal conheço se apaixonar por mim e ainda como posso beija-la sem que ela me de um soco no nariz ou coisa e tal. “Mulheres” pensei eu. Não sabia nem mesmo como beijar. Claro como um garoto que já foi eleito três vezes o mais bonito na escola, pode não ter beijado ninguém. Eu tenho uma resposta, pequena e muito simples. Eu queria que fosse com alguém muito especial. Mas era se fora e nunca mais voltaria não depois que ela mesma havia me dito que preferia a mim e ninguém mais. Só que naquele dia ela se mudou, para bem longe dali.
E agora alguém me manda beijar Lola MaCleyn Halyn, que pelo o que sei, é o patinho feio da escola Bonfim. Eu posso até ter sentido algo por ela, mas não sabia bem ao certo o que era. Se era amor ou atração.
E fui e perguntei a minha mãe o que ela poderia me dizer, como chegar em uma garota. A mulher estava com um monte de roupa na mão, quando pronunciei aquelas palavras ela jogou tudo pelo alto, fazendo não só a mim, mas também as minhas irmãs rirem.
Passou-se muitas horas enquanto a minha mãe falava, mas eu resolvi dizer a ela que eu não precisava, mais de conselhos. Eu resolvi ir para a casa de Lola, a fim de espera-la. Quando me sentei, mal a vi e percebi que algo estava acontecendo. Ela estava triste. Eu abaixo a minha cabeça, para que ela não perceba o quanto falso eu iria ser, quando eu iria beija-la.
Ela para na minha frente. Eu não sei o que dizer, mas me lembro em meio segundo que eu não tinha ido a escola, e então a pedi os cadernos de hoje emprestado. Ela tirou a mochila das costas e me deu o seu fichário, ela passou por mim sem me olhar o que eu achei estranho. Eu perguntei se tudo estava bem, mas ela me respondeu bruscamente. Na verdade nem lembro o que ela havia dito, eu apenas a puxei para um abraço e vi que ela estava chorando. Eu afastei o seu rosto de meu peito e sequei suas lagrimas que caiam em seu rosto com os meus beijos. Primeiro beijei as suas maçãs do rosto e depois retirei os seus óculos. E então eu beijei a sua boca.
Seus lábios eram exatamente aquilo que imaginei. Um beijo doce e apaixonante eu dou a ela. Ela deixa a sua boca abrir assim pude passar a minha língua, pude explorar a sua boca com ela. Logo senti a sua língua quente fazendo o mesmo que eu. Eu gemi diante daquilo. Eu deixei os óculos dela caírem e a abracei mais forte, para que eu a pudesse beijar de verdade. Porque o que eu sentia agora por ela, pode ser chamado de atração, mas com uma pitada de amor inacreditável.
Eu julgava aquela garota sem a conhecê-la. Mas durante todo aquele dia, eu pesei nela. Nela e nas coisas que conversamos durantes todos aqueles dias em que estivemos juntos. Eu lembro que quando ela sorriu pela primeira vez para mim, aquilo me deixou muito feliz, mas eu não queria assumir.
Acho que era só um beijo que eu precisava para saber o que realmente existia entre nos dois. Logo o beijo cessou, Lola me olhava assustada, ela balança a cabeça e pega os seus óculos e entra casa adentro.

Eu chego em casa e vou direto para o meu quarto, mamãe me olha esperançosa em que eu disseste que eu consegui fazer aquilo que eu tanto queria. Mas não contava que eu iria me apaixonar por ela. Mas eu acho que foi pelo beijo que me apaixonei e não por ela. De algum modo ela beijava bem, uma pergunta que eu não faria a ela é “Onde foi que você aprendeu a beijar” tirando o fato que foi com ela que tive o meu primeiro beijo. E foi o meu melhor beijo. Eu entro no meu quarto e como eu tenho o costume de me jogar na cama, eu apenas fecho os meus olhos e caio em um sono profundo.

No outro dia eu acordo, sabendo que o meu professor de Biologia conseguiu nos levar a um parque, que tinha um lago bastante bonito. Eu não me animei nada com a ideia de ir a um lugar que tenha um lago, principalmente quando esta me lembra do dia em que Francisco, morreu.
Quando chego à escola, tento ser o mais falso possível com a Lola, que quando me vê fica vermelha como um tomate. Eu sorrio diante da questão, o que me faz soar mais falso ainda. Quando me sento ela da um “oi” mudo e eu como quero ser galanteador pisco o meu olho esquerdo. Eu vi que a deixei desconcertada.
Durante o passeio, eu fiquei ao seu lado o tempo todo, não sabia bem ao certo o que podia acontecer com ela, mas se ela caísse, iria me culpar, porque eu estava mantendo um não relacionamento com ela. Quando o Sr. Castro resolveu parar para que todos pudessem descansar, fui falar com Victor que serviu como uma fonte naquela escola:
-Cara, você quer saber tudo sobre Lola MaCleyn Halyn, é isso? – perguntou ele sarcástico.
-Exatamente, tudo. – respondi olhando pra ela que estava de costas ao lago e sorrindo a mim.
-Tudo que eu sei, é o seguinte. – disse ele se arrumando para poder me contar. – Quando ela tinha doze anos perdeu o pai, pelo namorado que era bi. O namorado dela mando três balas no peito do velho dela. Imagina como ela ficou ela tinha um grande laço com ele. Quando ele morreu, ela ficou meses sem falar com ninguém. Até a chegada de Victoria. Logo depois ela era vista com ela saindo de tudo que era lugar assim como as suas melhores amigas Valentina González e Meg Elizabeth Lauren.
- Por que falou todo o nome da Meg?
-Porque eu tenho uma quedinha por ela, tá. – Ele agora fazia uma careta. – continuando... Lola sempre teve que ser a perfeita da escola, porque a mãe é a diretora, o pai dela era mas como ele morreu passou o cargo para a mãe. Todos sabem que a mãe diz que vai fazer reuniões com alguns pais no sentido masculino, para ajudar com os gastos da família, tirando a parte em que ela não sabe nada disso. – Ele sussurra a ultima parte no meu ouvido. - A Lola tem uma irmã mais velha que é a louca da Leona. Ela deve estar em Nova York agora terminando a faculdade de culinária. Dizem que ela quer ir para um grande restaurante que tem na França... Boa Sorte para as pessoas que comerem a comida dela. – nós dois rimos juntos.
Durante a nossa conversa eu olhava para ela e via o quanto ruim deve ser a vida dela, quando ela nem mesmo conhece a própria família. Eu me surpreendi ao saber que ela tinha um grande laço com o seu pai, uma coisa que eu sempre quis ter com meu. Uma coisa que eu não sei quando vai existir, ou se ira existir Eu assumo que tive inveja dela, nisso.
Eu olho para ela, só que desta vez eu vejo algo a mis do que ela tem por fora. Eu vejo o que ela tem por dentro. Eu sorrio para ela, mas logo o meu sorriso desaparece quando vejo a ruiva que não lembrava o nome estava prestes a fazer algo terrível com Lola:
-NÃO! – eu grito, mas é tarde de mais, de novo.

-Como ela está doutor? – eu pergunto
-Ela bateu a cabeça, ralou os braços e quebrou uma perna e está inconsciente. Mas sela está bem – falou o médico rapidamente quando viu que eu estava com os olhos arregalados.
- Posso vê-la agora?
-Claro.
Eu entro no quarto imaculadamente branco, com aparelhos médicos e com uma cama médica onde Lola estava dormindo, como a bela adormecida, no filme de animação. “Bela”, eu não via mais a parte de fora que ela tinha e sim a de dentro.
Eu passo a minha mão sobre a sua pele, que esta fria e branca. Os olhos fechados como se estivesse sonhando com algo bom e a boca carnuda e vermelha deixava-me com vontade de nunca mais deixa-la e foi assim que eu fiquei, até a sua mãe vir para cá.
Durante as trinta e seis horas que estive com ela. Fiquei contando coisas que eu não imaginava que contaria a alguém. Contei a ela sobre Vicki, uma garota que conheci no ensino fundamental a quem eu era apaixonado. Mas lembro de que quando falei sobre a Vicki, conte-lhe que o meu coração não pertencia mais a ela. “Pertence a você agora”  Era isso que eu iria dizer antes da mãe dela entrar no quarto e dizer que eu tinha que voltar para casa, porque minha mãe estava preocupada.
 Em casa, meu pai esta no sofá, minha mãe chorando e minhas irmãs braçadas uma na outra. A minha primeira reação foi perguntar quem havia morrido, mas a resposta que eu esperava não tinha nada a ver com a pergunta. Meu pai olha para mim com orgulho, um orgulho que eu não conseguia saber do que era:
-Meu filho, por que não nos contou que havia se inscrito para o exército? – perguntou ele com os olhos brilhando.
-Eu o quê?
-Querido, eu não quero que vá. – dizia minha mãe entre os soluços. Círia veio até mim e me abraçou tão forte que quando olhei em seus olhos pude ver que ela não queria que eu fosse também. Mas eu não tinha me inscrito para o exército.
Eu fui até o meu quarto, com raiva. Acho que havia sido o meu pai que me inscreveu no exército. Ele era o dono da minha vida? Não. Eu decido o que fazer, eu faço o que quero. E tudo que eu queria era recomeçar, nessa cidade e tudo o que o meu pai me dá é...
Meu telefone vibra uma mensagem não lida, aparecia na tela do meu Nokia preto:

Marche soldado. A guerra em seu coração começou. Vai deixar que a Beth me ganhe. Já me trocou, por outra?
Espero que tenha gostado de ter se alistado para o exército, meu querido.

Que porra é essa?”
Depois de um tempo sozinho no meu quarto, Francine, foi até o meu quarto. Ela estava com o rosto inchado. Ela me olhava triste. Ela e Círia pensavam que eu ia deixa-las para sempre. Francine veio e me abraçou mais forte que Círia e soluçava. Entre as duas Francine era a que menos demonstrava carinho, só que naquela hora era disso que eu estava precisando e ela também. Eu a peguei no colo e a abracei muito forte também:
- Por que você vai me deixar? – perguntava ela entre os soluços.
- Eu... Eu nunca irei deixar você, nem mesmo a Círia ou a mamãe.
-E quanto a papai?
- Eu acho que vai ser dele que eu vou sentir menos falta. Mas eu prometo Flor. Eu vou voltar para casa. – disse sorrindo.
-Promete. – Seus olhos brilharam.
- Prometo. – Mas nenhum dos dois percebeu que o Sr. Damon havia escutado toda a conversa.

O café da manhã foi tenso. Todos comeram muito pouco e o almoço foi a mesma coisa. Papai me mandou para St. Petersburgo, pegar algumas coisas que ele usou no exército, e que seriam úteis para mim. A viagem era longa, poderia durar semanas. Durante toda essa viagem, a única coisa que eu fiquei pensando. Era em uma garota, que eu descobri que antes de sair de Frankfurt, havia acordado. Tinha medo de manda-lhe mensagens ou ligar. Vaga ainda nas minhas memorias. Ela deitada na cama do hospital, os lábios vermelhos e cheios, a pele branca e macia. E o perfume mais maravilhoso pertencia a ela. Essa garota tinha realmente mexido comigo. E eu não sabia como.
Quinze malas, eu tinha que levar para Frankfurt. Quinze. Esperava que alguém no aeroporto, me xingassem, mas não foi o que fizeram, ninguém. Na viagem de volta que durou mais ou menos umas cinco semanas resolvi saber como Lola estava, eu liguei para ela. Sua voz estava chorosa, ela estava assustada:
-Lola esta tudo bem? – perguntei preocupado. Ela não respondeu. – Oi, Lola. Você esta bem?
-P... Pedro?
-Oi
-Onde você estava?
- Meu pai me mandou para St. Petersburgo, para pegar umas coisas.
- Senti a sua falta. – ela falou
-Não mais do que eu.
-Pedro...
-Lola quando eu chegar e te abraçar, saiba que eu nunca mais vou te larg... –Não consegui terminar a frase, porque o telefone dela desligou. Eu tentei de novo e de novo e de novo, e nenhuma resposta.
Eu estava pressentindo algo ruim, algo ruim havia acontecido com a Lola.

De alguma forma eu percebi isso, percebi que ela estava correndo um grande risco, um risco que eu teria que enfrentar junto com ela. A pessoa que me mandava mensagens queria uma vingança, sobre ela, sobre as amigas dela. Que um dia no passado a machucaram muito.
Victor me disse que a amiga delas que morreu se chamava Victoria. No primeiro dia que eu falei com ele, percebi que entre o se caderno tinha uma foto de uma garota escrito Victoria. Loira de olhos azuis e muito bonita. Ela se parecia muito com a Vicki. A minha Vicki.

By: Paola Araújo

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