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sábado, 20 de outubro de 2012

Especial Halloween...A Evolução Dos Filmes De Terror


Diferentemente do faroeste ou do policial, gêneros cinematográficos ditados por regras mais rígidas, o terror teve que acompanhar as mudanças sociais com o passar das décadas para não perder seu objetivo primordial: assustar as plateias.
Atualmente, um dos principais expoentes do terror é a franquia "Atividade Paranormal", cujo quarto filme da série estreia nesta sexta (dia 18) no Brasil.
Presente desde os primórdios do cinema, o terror teve início com adaptações de histórias da literatura de horror e personagens folclóricos, caso de "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" (1913), "Noferatu" (1922) e "O Corcunda de Notre-Dame" (1923).
A bilheteria deste último inspirou o estúdio Universal a apostar no segmento, inaugurando a franquia que ficaria conhecida como "Os Monstros da Universal". Ainda na década de 1920, o estúdio lançou cinco títulos da série, sendo os mais famosos "O Fantasma da Ópera" (1925) e "O Homem Que Ri" (1928).
O ator Béla Lugosi como o Drácula
Entre os anos 1930 e 1950, os monstros mais icônicos do estúdio ganharam suas produções. Os destaques são "Drácula" (1931), estrelado pelo ator húngaro Béla Lugosi, e "Frankenstein" (1931), personagem imortalizado pelo britânico Boris Karloff. Completam a lista "A Múmia" (1932), "O Homem Invisível" (1933), "O Lobisomem" (1941) e "O Monstro da Lagoa Negra" (1954).
Após produzir dezenas de sequências envolvendo os personagens citados, o estúdio percebeu que a fórmula havia desgastado e apostou na renovação do gênero. Com vampiros e lobisomens de lado, na década seguinte teve início um novo ciclo de terror, ditado pelo cineasta Alfred Hitchcock.
"Psicose" (1960) e "Os Pássaros" (1963) deixaram o tom caricatural da fase dos monstros e deram ênfase ao terror psicológico. Nessa linha surgiram filmes como "O Bebê de Rosemary" (1968), de Roman Polanski - apesar de flertar com o sobrenatural, mantinham o clima de suspense trabalhando sempre com personagens próximos do público.
Ao mesmo tempo, a American International Pictures (AIP) apostou em adaptações de histórias do escritor Edgar Allan Poe dirigidas pelo cineasta Roger Corman e estreladas por Vincent Price, das quais se destacam "A Orgia da Morte" (1964) e "Túmulo Sinistro" (1964).
Christopher Lee como o Drácula da Hammer
Apesar de decadente, o nicho dos monstros sobreviveu fora da Universal. O estúdio britânico Hammer seguiu investindo em versões mais sangrentas de Drácula e Frankenstein, imortalizando os atores Peter Cushing e Christopher Lee. Do outro lado do Atlântico, o diretor George A. Romero dava início ao subgênero dos filmes de zumbis com "A Noite Dos Mortos-vivos" (1968).
As décadas de 1970 e 1980 foram marcadas por filmes envolvendo demônios, caso de "O Exorcista" (1973), de William Friedkin, "A Profecia" (1976), de Richard Donner, "Poltergeist - O Fenômeno" (1982), de Tobe Hooper, e pelo domínio dos roteiros onde um grupo de jovens é perseguido por um maníaco psicopata.
Esse momento marcou o surgimento dos novos "monstros" do terror, tendo como estopim o filme de baixo orçamento "O Massacre da Serra Elétrica" (1974), cujo protagonista é o assassino Leatherface. Depois dele surgiram Michael Myers, de "Halloween" (1978), Jason Voorhees, de "Sexta-Feira 13" (1980), e Freddy Krueger, de "A Hora do Pesadelo" (1984).
Outro que se tornou conhecido foi o escritor Stephen King. Duas adaptações de suas histórias chamaram a atenção da crítica e do público e garantiram a ele o título de "mestre do terror": "Carrie, a Estranha" (1976), de Brian De Palma, e "O Iluminado" (1980), de Stanley Kubrick.
Jason Voorhees, da série "Sexta-feira 13"
Os anos 1990 não foram bons para os filmes de terror. A recuperação do gênero diante do grande público teve início com "Pânico" (1996), filme que retoma a ideia do psicopata assombrando jovens inserindo humor e reflexão sobre o próprio gênero. A série impulsionou filmes como "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado" (1997) e "Lenda Urbana" (1998).

A grande revolução desta década, que viria a influenciar o terror nos anos seguintes, foi a produção independente "A Bruxa de Blair" (1999). Com orçamento de aproximados US$ 500 mil (R$ 1,01 milhão), o filme dos amigos Daniel Myrick e Eduardo Sánchez arrecadou US$ 248 milhões (R$ 504 milhões) utilizando a estética do falso documentário.
O novo milênio foi marcado pela invasão dos filmes de terror orientais e pelas produções que não poupam o espectador de cenas fortes. O principal representante da primeira leva é "O Chamado" (2002), remake do original japonês "Ringu" (1998), enquanto "Jogos Mortais" (2004) e "O Albergue" (2005) integram o grupo de filmes que se notabilizaram ao abusar da linguagem gráfica para retratar vítimas sob tortura.
Os remakes também ganharam força nos últimos anos. O desejo dos estúdios em apresentar personagens consagrados a um novo público resultou nas refilmagens de "O Massacre da Serra Elétrica" (2003), "Halloween" (2007), "Sexta-Feira 13" (2009) e "A Hora do Pesadelo" (2010).

A última grande onda do cinema de terror retoma o estilo de falso documentário de "A Bruxa de Blair". Produções de baixo custo como "[REC]" (2007) e "Atividade Paranormal" (2007) logo se transformaram em franquias milionárias. Enquanto a primeira, que aborda uma epidemia que transforma as pessoas em zumbis, chegou a sua terceira parte neste ano, a segunda, sobre assombrações registradas por câmeras de segurança, estreia seu quarto filme nesta semana. 

Imagem do filme "Noferatu" (1922). 
Imagem do filme "O Fantasma da Ópera" (1925). 
Imagem do filme "Drácula" (1931).
Imagem do filme "A Múmia" (1932).  
Imagem do filme "O Lobisomem" (1941).
Imagem do filme "Psicose" (1960). 
Imagem do filme "Drácula" (1958). 
Imagem do filme "Túmulo Sinistro" (1964).
Filme "A Noite Dos Mortos-vivos" (1968).Imagem do filme "O Exorcista" (1973). 

Um comentário:

  1. Amiga Marina adorei as fotos e tudo e claro agora tenho uma lista dos filmes que quero ver em casa sozinha e com um balde de pipoca...

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