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sábado, 20 de outubro de 2012

Especial Halloween...A Evolução Dos Filmes De Terror


Diferentemente do faroeste ou do policial, gêneros cinematográficos ditados por regras mais rígidas, o terror teve que acompanhar as mudanças sociais com o passar das décadas para não perder seu objetivo primordial: assustar as plateias.
Atualmente, um dos principais expoentes do terror é a franquia "Atividade Paranormal", cujo quarto filme da série estreia nesta sexta (dia 18) no Brasil.
Presente desde os primórdios do cinema, o terror teve início com adaptações de histórias da literatura de horror e personagens folclóricos, caso de "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" (1913), "Noferatu" (1922) e "O Corcunda de Notre-Dame" (1923).
A bilheteria deste último inspirou o estúdio Universal a apostar no segmento, inaugurando a franquia que ficaria conhecida como "Os Monstros da Universal". Ainda na década de 1920, o estúdio lançou cinco títulos da série, sendo os mais famosos "O Fantasma da Ópera" (1925) e "O Homem Que Ri" (1928).
O ator Béla Lugosi como o Drácula
Entre os anos 1930 e 1950, os monstros mais icônicos do estúdio ganharam suas produções. Os destaques são "Drácula" (1931), estrelado pelo ator húngaro Béla Lugosi, e "Frankenstein" (1931), personagem imortalizado pelo britânico Boris Karloff. Completam a lista "A Múmia" (1932), "O Homem Invisível" (1933), "O Lobisomem" (1941) e "O Monstro da Lagoa Negra" (1954).
Após produzir dezenas de sequências envolvendo os personagens citados, o estúdio percebeu que a fórmula havia desgastado e apostou na renovação do gênero. Com vampiros e lobisomens de lado, na década seguinte teve início um novo ciclo de terror, ditado pelo cineasta Alfred Hitchcock.
"Psicose" (1960) e "Os Pássaros" (1963) deixaram o tom caricatural da fase dos monstros e deram ênfase ao terror psicológico. Nessa linha surgiram filmes como "O Bebê de Rosemary" (1968), de Roman Polanski - apesar de flertar com o sobrenatural, mantinham o clima de suspense trabalhando sempre com personagens próximos do público.
Ao mesmo tempo, a American International Pictures (AIP) apostou em adaptações de histórias do escritor Edgar Allan Poe dirigidas pelo cineasta Roger Corman e estreladas por Vincent Price, das quais se destacam "A Orgia da Morte" (1964) e "Túmulo Sinistro" (1964).
Christopher Lee como o Drácula da Hammer
Apesar de decadente, o nicho dos monstros sobreviveu fora da Universal. O estúdio britânico Hammer seguiu investindo em versões mais sangrentas de Drácula e Frankenstein, imortalizando os atores Peter Cushing e Christopher Lee. Do outro lado do Atlântico, o diretor George A. Romero dava início ao subgênero dos filmes de zumbis com "A Noite Dos Mortos-vivos" (1968).
As décadas de 1970 e 1980 foram marcadas por filmes envolvendo demônios, caso de "O Exorcista" (1973), de William Friedkin, "A Profecia" (1976), de Richard Donner, "Poltergeist - O Fenômeno" (1982), de Tobe Hooper, e pelo domínio dos roteiros onde um grupo de jovens é perseguido por um maníaco psicopata.
Esse momento marcou o surgimento dos novos "monstros" do terror, tendo como estopim o filme de baixo orçamento "O Massacre da Serra Elétrica" (1974), cujo protagonista é o assassino Leatherface. Depois dele surgiram Michael Myers, de "Halloween" (1978), Jason Voorhees, de "Sexta-Feira 13" (1980), e Freddy Krueger, de "A Hora do Pesadelo" (1984).
Outro que se tornou conhecido foi o escritor Stephen King. Duas adaptações de suas histórias chamaram a atenção da crítica e do público e garantiram a ele o título de "mestre do terror": "Carrie, a Estranha" (1976), de Brian De Palma, e "O Iluminado" (1980), de Stanley Kubrick.
Jason Voorhees, da série "Sexta-feira 13"
Os anos 1990 não foram bons para os filmes de terror. A recuperação do gênero diante do grande público teve início com "Pânico" (1996), filme que retoma a ideia do psicopata assombrando jovens inserindo humor e reflexão sobre o próprio gênero. A série impulsionou filmes como "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado" (1997) e "Lenda Urbana" (1998).

A grande revolução desta década, que viria a influenciar o terror nos anos seguintes, foi a produção independente "A Bruxa de Blair" (1999). Com orçamento de aproximados US$ 500 mil (R$ 1,01 milhão), o filme dos amigos Daniel Myrick e Eduardo Sánchez arrecadou US$ 248 milhões (R$ 504 milhões) utilizando a estética do falso documentário.
O novo milênio foi marcado pela invasão dos filmes de terror orientais e pelas produções que não poupam o espectador de cenas fortes. O principal representante da primeira leva é "O Chamado" (2002), remake do original japonês "Ringu" (1998), enquanto "Jogos Mortais" (2004) e "O Albergue" (2005) integram o grupo de filmes que se notabilizaram ao abusar da linguagem gráfica para retratar vítimas sob tortura.
Os remakes também ganharam força nos últimos anos. O desejo dos estúdios em apresentar personagens consagrados a um novo público resultou nas refilmagens de "O Massacre da Serra Elétrica" (2003), "Halloween" (2007), "Sexta-Feira 13" (2009) e "A Hora do Pesadelo" (2010).

A última grande onda do cinema de terror retoma o estilo de falso documentário de "A Bruxa de Blair". Produções de baixo custo como "[REC]" (2007) e "Atividade Paranormal" (2007) logo se transformaram em franquias milionárias. Enquanto a primeira, que aborda uma epidemia que transforma as pessoas em zumbis, chegou a sua terceira parte neste ano, a segunda, sobre assombrações registradas por câmeras de segurança, estreia seu quarto filme nesta semana. 

Imagem do filme "Noferatu" (1922). 
Imagem do filme "O Fantasma da Ópera" (1925). 
Imagem do filme "Drácula" (1931).
Imagem do filme "A Múmia" (1932).  
Imagem do filme "O Lobisomem" (1941).
Imagem do filme "Psicose" (1960). 
Imagem do filme "Drácula" (1958). 
Imagem do filme "Túmulo Sinistro" (1964).
Filme "A Noite Dos Mortos-vivos" (1968).Imagem do filme "O Exorcista" (1973). 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Especial Halloween...A história do serial-killer H. H. Holmes

Eu estava assistindo Supernatural esses dias e no 6° episodio da segunda temporada Sam e Dean ajudam Jo contra espirito que assombra um hotel e pega mulheres levando-as para um túnel para depois mata-las, nesse episodio é citado o nome H. H. Holmes, que por incrível que pareça realmente existiu, veja agora tudo sobre esse homem que foi o primeiro Serial Killer norte americano e se tem relatos que pode ter matado mais de 200 pessoas, ele mesmo disse que se fosse julgado por tudo que fez seria enforcado doze vezes...
H. H. Holmes da série...

Herman Webster Mudgett (16 de maio de 1861 - 07 de maio de 1896 ), mais conhecido pela alcunha de Dr. Henry Howard Holmes, foi um dos primeiros serial killers americanos documentados no sentido moderno do termo. Em Chicago, no momento da Exposição Mundial de 1893, Holmes abriu um hotel que ele havia projetado e construído especificamente para si com o assassinato em mente, e que foi o local de muitos de seus crimes. Enquanto ele confessou 27 assassinatos, dos quais quatro foram confirmados, sua contagem de corpos real pode chegar a 200. Ele levou um número desconhecido de suas vítimas a partir de 1893 durante a Exposição Mundial de Chicago, para o seu hotel chamado "Hotel da Exposição Mundial".Na época o caso foi amplamente divulgado através de uma série de artigos publicados nos jornais de William Randolph Hearst. O interesse nos crimes de Holmes foi reavivado em 2003 por Erik Larson no livro “O Diabo na Cidade Branca”, um best-seller de não-ficção que contrapõe o planejamento e a realização da feira mundial com a história de Holmes.
Início da vida.

Mudgett nasceu em Gilmanton, New Hampshire. Seus pais eram Levi Horton Mudgett e Theodate Page Price, ambos descendentes dos primeiros colonos europeus na área. De acordo o livro Most Evil, o pai de Holmes era um alcoólatra violento, e sua mãe era uma metodista devota que lia a Bíblia para o filho. Ele alegou que, quando criança, colegas de escola obrigavam-no a ver e tocar um esqueleto humano depois de descobrir seu medo do médico local. Os bullies inicialmente levaram ele até lá para assustá-lo, mas ele acabou ficando completamente fascinado, e logo se tornou obcecado com a morte.
Em 4 de Julho de 1878, se casou com Clara Mudgett Lovering em Alton, New Hampshire, seu filho, Robert Lovering Mudgett, nasceu em 3 de fevereiro de 1880 em Loudon, New Hampshire ( adulto, Robert se tornaria um Contador Público Certificado, e serviu como Gerente de Cidade de Orlando, Florida).
Mudgett se formou em medicina na Universidade de Michigan em junho de 1884. Enquanto estudava, ele roubou corpos do laboratório, desfigurou os corpos, e afirmou que as pessoas morreram acidentalmente, a fim de coletar dinheiro das apólices de seguro que ele tirava em nome de cada pessoa falecida. Ele se mudou para Chicago para exercer a carreira farmaceutica. Ele também se envolveram em muitos negócios obscuros, imóveis, e ofertas promocionais sob o nome de "HH Holmes", nome pelo qual o resto deste artigo refere-se a ele.
Em 28 de janeiro de 1887, enquanto ele ainda era casado com Clara, Holmes se casou com Myrta Belknap em Minneapolis, Minnesota, sua filha, Lucy Theodate Holmes, nasceu em 04 de julho de 1889 em Englewood, Illinois (adulta, Lucy viria a se tornar uma professora pública).
Holmes viveu com Myrta e Lucy em Wilmette, Illinois, e passou a maior parte de seu tempo em Chicago cuidando de seu negócio. Ele pediu o divórcio de Clara depois de se casar com Myrta, mas o divórcio nunca foi finalizado. Casou-se com Georgiana Yoke em 9 de janeiro de 1894 em Denver, Colorado, enquanto ainda estava casado com Clara e Myrta. Ele também tinha um relacionamento com Julia Smythe, a esposa de um de seus ex-empregados; Julia mais tarde se tornou uma das vítimas de Holmes.
Chicago e o "Castelo da Morte"

Enquanto estava em Chicago durante o verão de 1886, Holmes conheceu a farmácia do Dr. ES Holton, na esquina da Rua Wallace com a Rua 63 W, no bairro de Englewood. Com Holton sofrendo de câncer, sua esposa cuidava da loja. Oprimida pela tristeza pessoal e pela responsabilidade de gerir um negócio, a Sra. Holton deu um emprego a Holmes. Holmes provou ser um ótimo funcionário. O Sr. Holton morreu e Holmes usou suas habilidades bem ensaiados de charme e persuasão para confortar e tranquilizar a viúva de luto. Em seguida, ele convenceu a Sra. Holton que vender a farmácia lhe aliviaria de algumas responsabilidades. Foi acordado que a Sra. Holton poderia permanecer residindo em seu apartamento no andar de cima. A proposta de Holmes parecia uma dádiva de Deus à mulher idosa e ela concordou. Holmes comprou a loja, usando como pagamento fundos obtidos através da hipoteca das próprias luminárias da loja e o estoque de remédios, o empréstimo a ser pago em substanciais parcelas mensais de cem dólares (cerca de cerca de três mil dólares por mês em dólares do século 21). No entanto, a Sra. Holton desapareceu misteriosamente. Holmes disse às pessoas que ela estava visitando parentes na Califórnia. Como as pessoas começaram a fazer perguntas sobre o seu retorno, ele lhes disse que ela estava gostando tanto da Califórnia que ela decidiu morar lá.
Holmes comprou um lote em frente à farmácia, onde ele construiu seu hotel de três andares, apelidado de “Castelo” pelos moradores do bairro. Foi inaugurado como um hotel para Exposição Universal em 1893, com parte da estrutura utilizada como espaço comercial. O piso térreo do Castelo continha a farmácia de Holmes e várias lojas, enquanto os dois andares superiores continham seu escritório pessoal e um labirinto de mais de cem quartos sem janelas com portas que se abriam para paredes de tijolo, corredores estranhamente angulares, escadas para lugar nenhum, portas que abriam somente a partir do exterior, e uma série de outras construções estranhas e labiríntica. Holmes repetidamente mudou de construtores durante a construção do castelo, de modo que só ele compreendia plenamente o projeto da casa.
Durante o período de construção civil em 1889, Holmes encontrou Benjamin Pitezel, um carpinteiro com um passado de transgressão das leis que Holmes explorava como um fantoche por seus esquemas criminosos. Mais tarde a promotoria descreveu Pitezel como uma "ferramenta ... uma criatura" de Holmes. Após a conclusão do hotel, Holmes selecionava vítimas, em sua maioria mulheres, entre os seus funcionários (muitos dos quais ele exigia que tirassem apólices de seguro de vida para que Holmes pudesse coletar prêmio), bem como suas amantes e hóspedes do hotel. Ele os torturava e matava. Alguns foram trancados em quartos à prova de som, equipados com linhas de gás que permitiam a Holmes asfixiá-los a qualquer momento. Algumas vítimas foram trancadas em um cofre de banco enorme à prova de som perto do seu escritório onde elas foram deixados para sufocar. Os corpos das vítimas foram retiradas por uma rampa secreta para o porão, onde alguns foram meticulosamente dissecados, tiveram a carne retirada, tiveram seu esqueleto trabalhado, e depois vendidos às escolas médicas. Holmes também cremou alguns dos corpos ou as colocou em poços de cal para serem destruídos. Holmes tinha dois fornos gigantes, bem como poços de ácido, garrafas de vários venenos, e até mesmo uma cama de tortura que alongava as extremidades das vítimas. Através das conexões que ele tinha ganhado na escola de medicina, ele vendeu esqueletos e órgãos com pouca dificuldade.
Captura e prisão

Após a Exposição Mundial, com os credores o pressionando e a economia em uma recessão geral, Holmes deixou Chicago. Ele reapareceu em Fort Worth, Texas, onde conheceu duas irmãs herdeira de uma estrada de ferro. Ele prometeu casamento para uma delas e assassinou as duas depois de ambas o colocarem como seu único herdeiro. Lá, ele procurou construir um novo castelo ao longo das linhas de sua operação de Chicago. No entanto, ele logo abandonou este projeto, verificando que o clima da aplicação da lei no Texas era mais severo. Ele continuou a se mudar entre os Estados Unidos e Canadá, e provavelmente continuou a matar. Os únicos assassinatos confirmados atribuídos a ele durante esse período foram o de seu antigo criado Benjamin Pitezel e suas três crianças, Alice, Nellie (que era deficiente) e Howard.
Em julho de 1894, Holmes foi preso e brevemente encarcerado pela primeira vez, por envolvimento em uma fraude em corridas de cavalo em St. Louis. Ele foi prontamente liberado, mas enquanto estava na prisão, ele iniciou uma conversa com um ladrão de trem chamado Marion Hedgepeth, que estava servindo uma sentença de 25 anos. Holmes tinha arquitetado um plano para enganar uma companhia de seguros e receber U$ 10.000. Ele fez uma apólice de seguro de si mesmo e, em seguida, forjaria a própria morte. Holmes prometeu a Hedgepeth uma comissão de US $ 500 em troca do nome de um advogado no qual ele pudesse confiar para aplicar o golpe. O indicado foi o Coronel Jeptha Howe, o irmão de um defensor público, que achou o plano de Holmes brilhante. O plano da falsa morte fracassou quando a companhia de seguros suspeitou e se recusou a pagar. Holmes inventou um plano semelhante com o seu criado, Benjamin Pitezel.
Pitezel tinha concordado em forjar a própria morte, para que sua esposa pudesse receber uma apólice de $ 10.000, que ela dividiria com Holmes e o advogado. O esquema, que seria realizado na Filadélfia, consistia em Pitezel registrar-se como um inventor, sob o nome de BF Perry, e, em seguida, ser morto e desfigurado em uma explosão de laboratório. Holmes deveria encontrar um cadáver adequado para desempenhar o papel de Pitezel. Ao invés disso Holmes matou Pitezel. Holmes recolheu a apólice no nome verdadeiro de Pitezel que também estava em seu nome. Ele então passou a manipular a esposa de Pitezel para que ela permitisse que ele ficasse com a custódia de três de seus cinco filhos (Alice, Nellie e Howard). Apenas a filha mais velha e o mais novo, ainda bebê ficaram com a Sra. Pitezel. Holmes viajou com as crianças através do norte dos Estados Unidos e no Canadá. Simultaneamente, ele acompanhou a Sra. Pitezel ao longo de uma rota paralela, o tempo todo usando pseudônimos diferentes e mentindo para a Sra. Pitezel a respeito da morte de seu marido (alegando que Pitezel estava escondido na América do Sul), bem como mentia para ela sobre o paradeiro de seus filhos, que muitas vezes estavam separados da mãe por apenas alguns quarteirões. Um detetive da Filadélfia, Frank P. Geyer tinha seguido Holmes, encontrado os corpos decompostos das duas meninas Pitezel em Toronto. Então ele seguiu Holmes até Indianápolis. Lá Holmes havia alugado uma casa. Holmes foi visto visitando uma farmácia local para comprar as drogas que ele usou para matar o jovem Howard Pitezel e visitando uma oficina para afiar as facas que ele usou para cortar o corpo antes de o queimar. Dentes do menino e pedaços de ossos foram descobertos na chaminé da casa. Mais uma vez Holmes escapara.

Em 1894, seu antigo companheiro de cela, Marion Hedgepeth, que Holmes nunca tinha pago, como prometido por sua ajuda na indicação do advogado, alertou a polícia sobre Holmes. A sequência de assassinatos de Holmes finalmente terminou quando ele foi preso em Boston em 17 de novembro de 1894, depois de ser rastreado até lá desde a Filadélfia pela agência de investigação Pinkerton. Ele foi detido apenas por um mandato temporário referente a roubo de cavalos no Texas.
Após a pessoa responsável pela custódia do Castelo informou a polícia que ele nunca teve permissão para limpar os pisos superiores, a polícia começou uma investigação aprofundada ao longo do próximo mês, descobrindo os métodos que Holmes utilizava para cometer seus assassinatos e depois desfazer-se dos cadáveres.
Um incêndio de origem misteriosa consumiu o edifício em 19 de agosto de 1895, e o local é atualmente ocupado por um edifício dos Correios dos EUA.
O número de suas vítimas tem sido tipicamente estimada entre 20 e 100, porém algumas estimativas chegam a 200, com base em relatórios de pessoas desaparecidas na época, bem como o testemunho de vizinhos de Holmes, que relataram ter visto ele acompanhar várias jovens não identificadas até o hotel, porém nunca as viram sair. A discrepância nos números talvez possa ser melhor atribuído ao fato de que muitas pessoas iam até Chicago para ver a Exposição Mundial, mas, por uma razão ou outra, nunca voltavam para casa. O número confirmado de corpos é de 27, embora a polícia tenha comentado que alguns dos corpos no porão estavam desmembrados e em estado de decomposição tão avançado que era difícil dizer quantos corpos realmente haviam. Vítimas de Holmes eram principalmente mulheres (e principalmente loiras), mas incluiam alguns homens e crianças.
Julgamento e execução

Enquanto Holmes estava na prisão, na Filadélfia, a polícia de Chicago começou a investigar suas operações na cidade, enquanto a polícia da Filadélfia procurou desvendar o caso Pitezel, em particular o destino das três crianças desaparecidas. O detetive Frank Geyer da Filadélfia foi encarregado de encontrar respostas. Sua busca pelas crianças, assim como a busca no Castelo Holmes, recebeu ampla publicidade. Sua eventual descoberta dos restos mortais das filhas de Pitezel, essencialmente, selou o destino de Holmes, pelo menos na mente do público.
Holmes foi levado a julgamento pelo assassinato dos Pitezel e confessou, após sua condenação, a 30 assassinatos em Chicago, Indianapolis e Toronto e seis tentativas de assassinato. Holmes foi pago 7,5 mil dólares (209.520 dólares em dólares de hoje) pelos jornais de Hearst em troca de sua confissão. Ele deu vários relatos contraditórios de sua vida, alegando inicialmente inocência e mais tarde que ele estava possuído por Satanás. Seu hábito de mentir tornou difícil para os pesquisadores para verificar qualquer verdade com base em suas declarações.
Em 7 de maio de 1896, Holmes foi enforcado na prisão de Moyamensing. Até o momento da sua morte, Holmes manteve-se calmo e amável, mostrando poucos sinais de medo, ansiedade ou depressão. O pescoço de Holmes não se partiu imediatamente após a queda do cadafalso, ao invés disso ele morreu lentamente, contraindo-se ao longo de 15 minutos antes de ter sido declarado morto 20 minutos após a armadilha tinha sido acionada.
Na véspera de Ano Novo de 1909, Marion Hedgepeth, que havia sido perdoado por informar sobre Holmes, foi baleado e morto por Edward Jaburek, um policial, durante um assalto a um salão de Chicago.

Em 7 de março de 1914, o ex-zelador do “Castelo da Morte”, Pat Quinlan, cometeu suicídio tomando estricnina. Parentes de Quinlan informaram que ela havia sido "mal-assombrada" por vários meses antes de sua morte e não conseguia mais dormir.

domingo, 14 de outubro de 2012

Especial Halloween...6 Fatos curiosos sobre o filme A Hora do Pesadelo

1) É “Baseado em Fatos Reais!”

A ideia inicial foi inspirada em vários artigos de jornal do LA Times que falavam sobre mortes sem explicação. Um dos casos eram sobre os filhos de um grupo de refugiados cambojanos do violento regime político do Khmer Vermelho. Eles passaram a ter pesadelos horríveis chegando à privação do sono. Seguindo ordens médicas os pais destas crianças as encorajaram, com muito esforço, a finalmente dormir. Contudo, cada uma delas morreu durante o sono. As autoridades médicas, noticiaram o fato denominando-o como Síndrome da Morte Súbita Asiática. Desde então Wes Craven (criador da série) ficou obcecado pela ideia alguém morrer dormindo. Aliado a este fato, em uma noite, durante a infância de Craven, ele viu, através da janela de sua casa, um homem –tipo o Freddy- andando que parou e o encarou (Craven ficou tão assustado que se escondeu por um bom tempo, esperando- o ir embora. Porém quando olhou pela janela novamente, o homem ainda estava lá, e com uma expressão de “sim, eu ainda estou te vendo” e riu. Este homem seguiu o caminho que dava para a casa de Craven, antes de sumir misteriosamente.) Isso o deixou com medo, servindo para a criação de Krueger. Craven também pode ter sofrido bullying de um valentão chamado Freddy.


2) Quase virou desenho da Disney!


Curiosamente, o primeiro estúdio que demonstrou interesse por A Hora do Pesadelo foram os Estúdios Disney, todavia, eles queriam que Craven suavizasse o conteúdo para tornar o filme adequado para crianças e adolescentes. (Agora imaginem! Freddy como vilão da Disney... lol) Craven rejeitou a proposta.


3) Não era pra ser assim não!

A ideia original de Wes Craven era ter um final mais evocativo com Nancy derrotando Krueger parando de acreditar nele, acordando em seguida para descobrir que tudo o que aconteceu no filme foi um longo pesadelo. E para os espectadores descobrirem que o que estão vendo é um sonho dentro de um sonho, Freddy reaparecia como motorista do carro que “sequestra" os jovens. Porém, o chefe dos Estúdios da New Line solicitou mudanças.Wes Craven (criador) não queria continuações, intencionado a acabar a série na terceira parte (Os guerreiros do sonho), mas seu sucesso tornou isso impossível. O roteiro de A Hora do pesadelo 3 era diferente: Nancy não era uma especialista em sonhos, Kristen permanece na instituição por pouco tempo, Kruger havia nascido numa casa de fazenda, que era a casa que aparecia nos sonhos. Ao contrário do primeiro filme, Lt. Donald Thompson (o pai da Nancy) sabia desde o início que Krueger é real e ainda vivia. Ele estava desaparecido e Nancy o motivou a procurá-lo e tentar encontrar sua casa para queimá-lo. Não era pra mãe de Krueger ter sido uma freira ou Freddy ser o filho bastardo de uma centena de maníacos. As mortes nesse script eram muito mais grotescas, e não com Krueger falante e vulgar.
E o remake de 2010 era pra ser um prelúdio de A Hora do Pesadelo 1 (1984).

4) Filme rendeu pra caramba! 
Wes Craven produziu A Hora do Pesadelo com um orçamento estimado de apenas 1,8 milhão de dólares. Quantia que o filme arrecadou na sua primeira semana de exibição nos cinemas. Ao todo, o filme conseguiu arrecadar 25,5 milhões de dólares só nos Estados Unidos.


5) Freddy Vs Jason é Papo Antigo!

A New Line e a Paramount tentaram fazer um Freddy vs Jason em 1987. Porém houve muita discussão sobre como fazê-lo (roteiro, filmagens, problemas como direitos autorais sobre os personagens, etc).

6) Levaram a sério até os créditos!
Nos créditos finais da Hora do Pesadelo 6- A Morte de Freddy, aparecem cenas dos filmes anteriores da série e também uma foto de Freddy Krueger e a inscrição RIP (Rest in Peace, ou "Descanse em Paz"). No final dos créditos do 7º filme aparece a seguinte mensagem: "Algumas partes deste filme são inspiradas em fatos reais. Outras partes podem ser atribuídas à imaginação fértil de um garoto de cinco anos de idade. Os nomes de alguns personagens retratados foram mudados para proteger os inocentes. Alguns incidentes mostrados foram dramatizados. Com exceção daqueles indivíduos corajosos que interpretaram a si próprios, qualquer semelhança com nomes, personagens ou com a história de qualquer pessoa, viva ou morta, é apenas coincidência."